Feito para a cidade, mas com pegada aventureira

30/06/2015 - 21h26 - Atualizado em 30/06/2015 - 21h26
Autor: Lui Lima Machado | [email protected]

S-Cross entra na briga dos crossovers aliando eficiência no consumo e tecnologia a bordo

6Apostando as fichas no segmento dos crossovers compactos, é justificável a jogada da Suzuki em reformular o famoso hatch SX4, transformando-o no novo, maior e mais alto S-Cross. A cartada da montadora é oferecer um carro completo, com uma vasta lista de itens de série, combinado com eficácia energética.

S-Cross entra na briga dos crossovers aliando eficiência no consumo e tecnologia a bordo

O novo modelo está disponível em quatro versões, todas com o mesmo motor 1.6 a gasolina, de 120 cv, casado a um câmbio manual de cinco marchas (apenas na versão de entrada GL) ou do tipo CVT, com a possibilidade de trocar sete marchas por meio de borboletas no volante. Aliás, as trocas são bem macias.

Para deixá-lo com espírito aventureiro, o S-Cross vem com versões de tração dianteira e de tração nas quatro rodas. Além disso, as saias laterais em plástico preto dão um visual mais off-road ao carro. Há, ainda, versões com teto solar panorâmico.

Aceleramos na versão intermediária GLX (R$ 87.900), que já chega embarcado com muitos atrativos: ar-condicionado digital dual zone, rodas aro 17 de alumínio, sistema de partida tipo keyless, rack de teto, controle automático de velocidade de cruzeiro, seis airbags e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

7A começar pelo design externo, o S-Cross tem um vinco marcante, o da linha de cintura, que o torna mais dinâmico visualmente, e uma barra baixa escura que percorre todo o carro. Essas características o fazem circular entre um modelo clássico da cidade e aventureiro das estradas. Apesar de os faróis dianteiros serem grandes, o arranjo frontal é elegante.

Internamente, chamam a atenção a praticidade e o acabamento no painel, com plástico macio. Os comandos são acessíveis (até no volante). Outro ponto positivo é a visibilidade do motorista, mesmo não sendo um carro de estrutura alta.

Atrás, três passageiros viajam com conforto. Há espaço para a cabeça e para as pernas, e o terceiro passageiro (no meio) tem cinto de três pontos, que sai do teto. O porta-malas tem boa capacidade, mas de apenas 440 litros, levando em conta que o modelo tem 4,3 metros de comprimento.

2A engenharia fez bonito ao produzir peças de aço de alta resistência e prensadas a quente. Essa tecnologia possibilita o uso de menos material e a carroceira fica mais leve e rígida. Dos 1.335kg do antigo SX4, passou a no máximo 1.190kg na versão completa do S-Cross.

O resultado é um carro leve, que acelera mais rápido, freia melhor, sofre com menos desgaste de componentes e, por tabela, é mais econômico. No nosso teste, na estrada, chegou a marcar 14,6 km/l, o que é muito bom para um carro grande, porém leve, e de motor 1.6.


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